terça-feira, 16 de agosto de 2011

DEPOIMENTO: Isabella Cristina

Isabella Cristina (@DeliciasdaCa), 14 anos.


Tudo começou quando eu estava na segunda série ainda, eu tinha 8 anos e já era fã do NXZERO havia um bom tempo, e quando foi no meio do ano entrou uma menina nova na escola .Ela era bem diferente de mim, e quando teve uma dinâmica na aula pra nos conhecermos melhor, nesse primeiro contato ela começou a me xingar, falar mal do meu estilo e principalmente dos meninos. No começo não me importei muito, mas depois as coisas foram piorando e em uma dessas vezes apanhei dela e de outras meninas, voltei pra casa cheia de manchas roxas e sangrando. Eu sofria muito, tinha medo de ir na escola. E eu tive que conviver com essas meninas até 2009, eu ainda sofria e reprovei na sexta série (2009),e finalmente em 2010 elas foram embora da escola, mas o medo ainda persiste em mim, e sempre que entra algum aluno novo o medo volta. Peço à minha mãe pra não ir a escola, mas não dá pra faltar, é o meu penúltimo ano. Eu praticamente tenho medo da vida, na escola eu passo o recreio todo encolhida num canto onde ninguem vê e escuto as musicas do Nx, que é única coisa que me faz ficar bem.
Apesar de tudo, ainda sofro bullying. Esse ano mesmo fiz aproximadamente uns 40 cortes no pulso como se isso servisse pra acabar com a minha tristeza, mas não adianta! Então, fui criando amizades no twitter com outros fãs do Nx, e aos poucos vou melhorando. A cada música/amizade eu aprendo algo e o mais importante de tudo foi saber que existe alguém (no caso a #FNX) em que eu posso confiar a minha amizade a vida inteira. Com a #FNX aprendi a mater a cabeça erguida e o pensamento positivo! #FNX pra mim é tudo! ♥

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DEPOIMENTO/VÍDEO: Fernanda revolta Trentin

Depoimento: Fernanda revolta Trentin , 19 Anos!
                     @LindaCardeline1

Para mim o NX, é minha vida, pois mais ou menos quando eu tinha uns 14 anos, eu sofria Bullying na escola, por ser um pouco a cima dos padrões estipulados e por me maquiar e me vestir, um pouco diferente.Sofria muito, pois não podia contar com ninguém na escola, muito menos em casa!Mas em 18 de Janeiro de 2006, quando vi pela primeira vez o clipe da música:Apenas um Olhar, na MTV!"Me lembro como estava me sentindo vazia e sozinha neste dia, e no momento que assisti esse clipe percebi que não estava mais me sentindo, só!"E nesse momento os meus amores do NX, me ajudaram a enfrentar os meus problemas!Assim me dando forças!Foi então que mudei de escola, onde vivi os melhores meses escolares da minha vida!Meus pais, agora, me levam a todo show, que tem do NX em São paulo!
AH!E graças ao NX, descobri, que quero ser Designer de Moda, pois eles me fizeram conhecer a minha inspiração na Moda, que é a minha queridissíma Ana Claúdia Chioccarello Favano!
E foi assim, que o NX se tornou a minha Família, e desde então vivo, por eles!
Muito obrigada, a vocês família,por abrir esse espaço,para podermos compartilhar as novas histórias!Pois quando mais as compartilhamos,mais nos fortalecemos dela! Muito obrigada mesmo,de coração,tá!
Beijinhos!

domingo, 19 de junho de 2011

DEPOIMENTO: Jéssica

Meu nome é Jéssica, tenho 15 anos,sou presidente do Fã-Clube Oficial NXZERO Fãmília (@nx_familia)
Bom eu sempre estudei,estudo até hoje na mesma escola desde de a 1 série,e nunca tinha sofrido nenhum tipo de agressão,isso acabou mudando no ano de 2008 eu tinha 12 anos e estava na 6 série,foi quando comecei á ser vítima de Bullying por se muito quieta,tímida e um pouco acima do peso acabei sendo ridicularizada por alguns meninos da minha sala eles me chamavam de gorda,entre outros apelidos maldosos e no intervalo era pior eu vivia me escondendo pois se algum deles me visse me humilhava na frente de todo mundo e claro todos riam de mim,muitas vezes eu voltava chorando pra classe, mais fazia de tudo para que os professores não percebessem o que estava acontecendo,e o que mais me decepcionava era que eu tinha uma amiga ou melhor ACHAVA que tinha uma amiga que não me ajudava não me apoiava pelo contrário ria de mim também! e minha situação ficou por alguns meses desta forma não tinha uma amiga que me ajudasse me defendesse,os garotos continuavam a me humilhar, eu estava entrando em depressão e não tinha coragem de contar para os meus pais o que estava ocorrendo,neste mesmo ano comecei a gostar/amar o NXZERO ser Fã mesmo,todos os dias que eu chegava da aula chorava muito,muito mesmo e depois colocava o DVD do NX (62 mil horas até aqui) e ouvia as músicas,via os clipes eles falando e me sentia melhor,não sei por que mais de alguma forma eles me faziam ficar melhor! 
Meus pais só perceberam que algo estava errado por causa das minhas frequentes desculpas para não ir a aula, e também o meu rendimento escolar caiu muito nunca havia tirado uma nota vermelha no bimestre e naquele ano tirei,teve uma reunião de pais na escola foi depois desta reunião que minha mãe me pressionou e eu contei chorando o que estava acontecendo,meus pais e meu irmão choraram comigo e ficaram furiosos! No dia seguinte minha mãe foi até a escola e conversou com uma professora maravilhosa,atenciosa chamada Denise minha mãe explicou tudo pra ela e pediu pra que ela não me expose,foi então que ela deu uma bronca na sala inteira e principalmente nos garotos que estavam fazendo aquilo comigo,enfim os meninos não foram expulsos da escola vieram me pedir perdão e nunca mais me incomodaram. 
Agradeço demais ao NXZERO por ter me ajudado a enfrentar meus problemas e sair de cabeça erguida!
Hoje tudo isso pra mim já foi superado tenho amigas maravilhosas,e tenho os ídolos mais perfeitos!
Obrigado quem leu,e olha você que sofre Bullying não esconda de seus pais conte para eles e não sofra calada,sozinha(o) por que você não merece sofrer tudo isso,supere mostre que você é superior aos agressores e acima de tudo seja FELIZ! 
Valeu #Fãmília NXZERO

DEPOIMENTO: Júlia dos Santos

Júlia dos Santos (@fconxzerocomigo),16 anos
Bom eu sofri bullying na infância tinha ums 5 anos pra mais. Eu era muito quieta e timida, onde eu estudava meus colegas não falavam comigo e ficavam fazendo piadas de mim o tempo todo. Foi uma época muito dificil da minha vida que não gosto nem de pensar, só quem passa isso sabe como é ruim as pessoas fazerem isso com você.
Eu me sentia muito triste e começei a me afastar das pessoas por esse motivo, todas as vezes ficava sozinha no recreio porque ninguém queria ficar comigo, a aula para mim era horrível, pois ninguém conversava comigo, ficava sempre sozinha o tempo todo. Eu passei a maior parte da minha infância bullying. Bom começa num apelido ou até mesmo discussões, e cada vez mais pode ficar sério! Então, diga não ao bullying. Queria agradecer muito por essa campanha que vocês fazem contra o bullying, e ao espaço que vocês proporcionaram para quem já passou por isso poder contar sua hitória. Obrigada mesmo! Beijos.

DEPOIMENTO: Taís Gomes

Taís Gomes (@Conradeticas) - RJ , 16 anos 

Eu tive uma infância feliz ao lado dos meus pais , a gente passeava , ia sempre pra praia , eles sempre me levavam pra escola . E eu adorava ir pra escola , me dava bem com todo mundo tinha meus amiguinhos , me dava bem com os funcionários . Até que um dia o casamento dos meus pais começou a desandar , vi minha mãe sendo agredida pelo meu pai duas vezes e isso começou a me deixar mal psicologicamente, eu não era mais a "menina de bem com a vida" ... A Diretora da escola ligava pros meus pais falando que eu andava nervosa e eu negava sempre que podia . Até que no dia 1/05/2004 minha mãe decidiu ir embora de casa , levou eu e meu irmão com ela e a gente veio morar no bairro no qual eu moro até hoje , e eu entrei numa nova escola era meio do ano letivo e aquilo pra mim era muito novo , eu ainda estava sentida com a separação dos meus pais e era calada DEMAIS , e o pessoal acabava me zoando , me xingando e eu acabei indo pro turno da manhã e várias pessoas não foram com minha cara , e eles começaram a me xingar de vários apelidos - não vou nem comentar sobre eles - , falavam mal da roupa que eu usava , falavam da minha aparência , pegavam meu material e escondiam , eu já fui até mesmo jogada num latão de lixo ... E uma menina escreveu coisas RIDÍCULAS a meu respeito na porta do banheiro , eu fui e revidei . Tudo o que de mal acontecia comigo na escola eu REVIDAVA , essa era minha forma de se "proteger" . Um dia eu estava na quinta série e uma garota começou a falar mal do meu pai , e eu caminhei pro lado dela e dei um soco na cara dela , a sala toda viu o que eu havia feito . Eu desci pra diretoria e acabaram colocando a culpa disso tudo , até o que as pessoas me xingavam em cima de mim . A partir desse dia fiquei meio que sozinha na escola , os xingamentos não paravam , e todos se afastaram de mim . Até mesmo os professores me xingavam e eu me sentia ofendida com isso tudo e acabei ficando mais agressiva ainda , minha notas abaixaram e meus pais sempre eram chamados na escola quase todo o mês , eu aguentei tudo isso por uns anos até que eu mudei de escola . Na escola na qual estou hoje não sofro mais de bullying e estou menos agressiva , minhas notas voltaram a subir e meus pais nunca mais foram chamados pra escola . E também não guardo ódio de ninguém , o que passou passou !
E eu vejo hoje em dia que as pessoas praticam bullying digamos assim por "nada" como foi meu caso , aposto que se a galera começar a aceitar as pessoas do jeito que elas são isso vai acabar . A solução do bullying é aceitar as diferenças . Caso você esteja passando por isso por mais que seja difícil fale com seus pais , com os seus professores , diretores e funcionários da escola aposto que eles vão saber te ajudar . E não revide o que as pessoas fazem com você , acho que meu maior erro foi esse ... REVIDAR 


 

sábado, 11 de junho de 2011

DEPOIMENTO: Akillah

                                                                 Akillah, 13 anos.

Primeiro como  tudo começou: 
Parapuã, 25 de março, 1998. 16:45. Eu nasci numa cidade que tem cerca de 10 mil habitantes,  de uma gravidez não planejada, de um casamento a beira do abismo. Meus pais eram completamente diferentes um do outro. Eles brigavam muito, mesmo porque, não tinha apoio algum para o casamento dar certo. As duas famílias se odiavam, sem exageros. Quando eu nasci, era muito pequena e fraquinha porque desde o terceiro mês de gravidez, minha mãe começou a ter problemas de saúde e problemas pra segurar um aborto espontâneo. Elaine Cristina Menossi, 06/10/1976 – 27/10/1999. Linda, especial, importante, impaciente, fofa, dedicada, orgulhosa, teimosa, responsável, cheia de amigos e amada por todos. Quando eu tinha um ano e sete meses, minha mãe faleceu em um acidente de ônibus. Foi uma coisa cruel, um atropelamento estúpido que mudou minha vida por completo e que tirou a vida de uma moça de 22 anos. Desde então, passei a viver com a minha avó materna, quem sempre considerei minha mãe. Com mais ou menos dois anos e meio, começaram uma briga pra saber quem ia realmente ficar comigo e isso foi um pouco desgastante até mesmo naquela idade, mas fiquei com a minha avó-mãe. Eu cresci com pessoas que sempre tentaram suprir a falta que minha mãe fazia, com pessoas doces e queridas, com pura ausência de um pai, por causa do trabalho, amizades e compromissos sociais. Mas não fui nada feliz. Com dois anos e meio tive que fazer uma cirurgia na garganta, uma coisa não muito perigosa, mas que deixou sérias sequelas. A partir dessa cirurgia, eu passei a ter problemas pra comer, passei a vomitar sangue e a ter várias outras dores na garganta, e logo em seguida, Deus me tirou meu bisa-avô. Eu lembro como ele era. Era velhinho, delicadinho, fazia tudo por mim, simples e feliz. E como em uma “pancada” seguida, perdi meu padrinho. Isso sim me tirou toda a felicidade. Eu tinha três anos quando ele teve um infarto e faleceu. Aquilo foi como tirar meu coração a jogá-lo no lixo, Deus havia levado meu segundo pai, a pessoa que mais me ajudava. A vida também ameaçou deixar minha prima várias vezes, mas graças a Deus nunca fez isso. Com quatro anos, quase cinco, entrei na pré-escola. Foi onde comecei a sofrer bullying. Eu era como qualquer criança, era meio gordinha e por isso tinha que aguentar apelidos como “baleia, bolinha de futebol, gordinha, gorduchinha” e brincadeiras idiotas que sempre levavam ao meu peso. Na pré-escola eu comecei a apanhar também. Quase todos os dias eu apanhava de um menino ou de uma menina, mas isso nunca me incomodou muito, talvez pela inocência que uma criança trás no coração. Eu apenas chorava, nada mais, e assim passei meus dois anos de pré-escola. Quando entrei na primeira série e mudei de escola, as coisas ficaram um pouco mais sérias. Em casa eu tinha total apoio para estudar, dar o meu melhor e me destacar na escola,  então sempre fui mais adiantada, o que na época, gerou discussões entre minha professora, avó e os demais pais de alunos. O bullying continuava da mesma forma, e eu ainda não me importava com o que falavam. A mesma coisa aconteceu nos anos seguintes, até a quinta série. Na primeira série eu tive um problema sério na perna esquerda e tive que deixar de dançar balé porque minha perna não atendia mais os comandos da dança. Quando mudei de escola, na quinta série, passei a sofrer ameaças constantes, minha avó não saia do meu colégio e o meu pai não se importava, só dava atenção quando falavam sobre ele. O egoísmo do meu começou a afetar meu lado emocional e deixei de sorrir como sorria, comecei a ser mais fechada e chorava sem motivos. Na sexta série, o bullying passou a ser mais agressivo. Eu havia emagrecido, é verdade, mas com a minha idade e precedentes que tenho na família, comecei a sofrer com acne. É algo comum, todos sabem, e nem era tanto assim, era pouco visível. Mas era o bastante pra gerar piadinhas e mais piadinhas. No começo eu tentava ignorar, levava o ar de superioridade que sempre me ensinaram a ter, mas começou a doer de verdade. Eu reclamava em casa, mas ninguém fazia nada, até que resolveram juntar todos os problemas e “jogar” na minha cara. Eu sou descendente de italianos e sou bem branca, o que também, por algum motivo racista, gerava piadas. Logo no começo do ano, tentei falar com meus pai ou minha avó, mas parecia que já não importava mais. Na diretoria do colégio, nada era visto como racismo, mas sim como frescura da minha parte. Eu tolerei muita coisa, durante muito tempo, até que abusaram demais. Eu fui humilhada inúmeras vezes, dentro da sala de aula ou fora. Em um dia de aula, um “amigo” meu resolveu dizer pro colégio inteiro segredos que sabia sobre mim, contou a todos meus apelidos e me segurou no palco do colégio para que todos me vissem e pudessem dizer na minha cara, as coisas horríveis que pensavam a meu respeito, jogou água em mim, me xingou na frente de todo mundo, xingou minha mãe e acabou com a minha esperança de ser feliz. Eu chorei muito naquele dia. Voltei pra casa arrasada. Me tranquei no quarto e só conseguia chorar. Foi então que comecei a me cortar de verdade. Naquele dia eu peguei uma tesoura afiada e risquei todo meu braço até sangrar. Foi o primeiro corte sério que fiz. no dia seguinte, não fui pra escola. Demorei mais de uma hora pra convencer minha avó de que estava doente, já que tudo o que eu falava, era frescura, optei pela falsa doença. Mas minha “doença” se prolongou. Eu passei quase uma semana sem ir ao colégio, não saía de casa, não falava com ninguém, não comia e mal ligava o computador. Quando fui obrigada a voltar a ir, o egoísmo do meu pai entrou no meio. Ele sempre foi totalmente egoísta, mas sempre pensava em mim, sempre. Até começar a namorar. Com o namoro, eu deixei de “existir” e no colégio, todos tinha verdadeira paixão em dizer que eu estava sendo trocada ou abandonada, o que de certa forma, era verdade. No final do ano, meu pai procurou a diretoria do meu colégio, fez um “show” e tanto, mas tinha só mais uma semana de aula. Em 2010 também, perdi meu melhor amigo e meu ex namorado. Eu me sinto culpada pela morte dos dois, mesmo que ninguém possa evitar coisas assim. Eles começaram a me fazer falta e eu continue me cortando. E em fevereiro tudo recomeçou. Meu pai teve uma briga feia com o meu tio e a minha família se dividiu em dois de novo. Eu passei a ser chamada de gorda, no colégio e todos os dias, alguém conseguia inventar mais alguma coisa sobre meu peso, então parei de comer e tive um sério distúrbio alimentar, algo que ainda estou corrigindo. Comecei a ficar magra demais, perder muito peso, e isso gerou piadas, foi aí que passei a me cortar com frequência. As coisas tendem a piorar na minha vida. Perdi minha única amiga por causa de garotos. Garotos que eu nem conhecia pessoalmente, na verdade. Hoje ela faz parte das pessoas que falam mal de mim a todo instante. Eu tenho medo de entrar na minha sala de aula e daria qualquer coisa para mudar de escola, de novo. Não tenho sequer um amigo verdadeiro, ou uma pessoa que consiga conversar comigo sem rir de mim, após cinco minutos. As pessoas que antes eram meus amigos, hoje, me chamam de falsa. E sabe, isso dói. Eu choro muito a noite. Por que? Pelo simples fato de tentar fazer com que minha avó não perceba o quanto isso dói, ou o quanto a ausência da minha mãe, me machuca. Eu já tomei remédios fortes, escondida de todos, para que um efeito colateral seja fatal, mas nada aconteceu. Já cortei veias, tomei coisas ácidas, mas não tive resultado algum. Sou fraca, sofro por tudo o que acontece no mundo. Odeio sair de casa e tenho medo de ficar muito tempo perto de pessoas que não conheço. Semana passada, me tiraram um outro amigo e eu me senti completamente culpada. Pensei em suicídio nessa mesma semana, mas por mais que doa, eu sei que consigo superar. Eu tenho 13 anos, tenho depressão, sofro de bipolaridade, tenho asma e outras doenças que são até mortais. Mas sabe, mesmo com isso acontecendo, eu agradeço a Deus por estar viva.
Se você leu até o final, obrigada, de coração, isso é muito importante pra mim.Apenas quero que saiba que se você sofre bullying ou tem problemas na família, não deve sob hipótese alguma se cortar ou se machucar, não deve guardar isso.

Retirado do tumblr de Akillah. 



DEPOIMENTO: Alessandra Pessoa

Alessandra Pessoa - RJ, 14 anos, presidente do Fã-Clube Indomavel Na Batera (@IndomavelNaB)

Eu sofri bullying ainda muito nova, eu tinha uns 5 ou 6 anos. As crianças na escola sempre que queriam me atingir, falavam de uma característica minha que sempre foi evidente, eu sempre fui gordinha, mais eu não me importava com isso. Então, eu fui crescendo e a fase do bullying passou, eu passei anos da minha vida, sem ter nenhum problema com o bullying. 

Há uns três anos atrás, eu mudei de escola e mais só esse ano alguns comentários maldosos surgiram, mas não por eu ser gordinha e sim pelo meu tom de pele e também por eu ser muito tímida, eu era rotulada como anti-social. 
Nunca me achei muito branca, mas também eu nunca gostei de ficar no sol, porque eu sempre fico vermelha. Os comentários maldosos surgiram e eu não me importei, mas além de ser agredida verbalmente eu comecei a ser agredida físicamente. Me empurravam, pisavam no meu pé... uma vez quase cai na escada da escola, sorte que a Gaby uma das poucos pessoas que eu falo na escola, me segurou. Sempre que me agrediam física falavam coisas do tipo "Ah, eu não te vi. Você fica tão quieta e também, sabe como é né, branca assim, você as vezes parece invisível". Quando comecei a ser agredida físicamente, eu fiquei com medo de ir pra escola, porque além de ser humilhada eu era agredida. Um dia, o professor saiu de sala e um menino colocou um funk pra tocar e eu pedi pra que ele diminuíssem o volume, do nada, outro menino começou a me xingar de coisas, que eu nunca tinha ouvido antes. Além de me xingar de tudo que eles já me xingavam, ele começou a falar do meu gosto músical (e não tem nada que me irrite mais), falando que ninguém tinha nada a ver se eu não gosto de funk, se eu preferia... Bom, ele falou coisas horriveis a respeito de nxzero e fresno (que são as bandas que eu mais gosto) que eu fico até envergonhada de contar... Eu pensei em fazer alguma coisa, só que eu precisava de alguém, pra poder confirmar o que estava falando, e como não falo com quase ninguém da escola... No dia seguinte, quando cheguei na escola, fui direto falar com a Gaby e perguntei  se ela podia confirmar quando eu falasse na escola que sofria bullying, e ela disse que sim, sem problemas. Nesse mesmo dia, quando eu fui entrar na sala, fecharam a porta praticamente na minha cara, sorte que eu dei um pulo para trás, se não, eu ia está com o rosto todo machucado, agora... Ai um menino gritou, no fundou da sala: "Para com isso, deixa a transparente entrar". Abriram a porta da sala, eu entrei, chamei a Gaby e fomos na direção da escola, fui falar com o diretor. Fiquei mais de meia hora na direção, chorando tanto, que eu mal conseguia falar, então, a Gaby que falou quase tudo, que faziam comigo, para o diretor.
O diretor pediu pra eu me acalmar e fomos na sala, onde estava a turma. Quando chegamos lá, eu entrei, sentei e o diretor começou a falar, sobre o bullying. Falou que racismo é crime, liberdade de expressão é muito diferente de xingar os outros. E que agora o bullying é crime e deve ser denunciado. Ele fez cada um que me agrediu pedir desculpas e prometerem não praticar o bullying, nem comigo, nem com ninguém.

Poucos pessoas sabem que sofri bullying em duas fases da minha vida,  e apesar de ainda ter receio de falar sobre o assunto, eu vi a capanha Família Nx Zero Contra o Bullying, e achei que deveria apoiar e contar minha história, afinal, o Nx zero foi muito responsável por eu ter tomado conragem pra me defender.
Linda a iniciativa dos fãs-clubes @ladynexas @conrasteam @welovenxzero (: